A nossa história...
Tudo começou em Abril de 2006 com mais um estágio de orquestra. No entanto, para supresa de todos, este não foi apenas mais um estágio entre tantos outros. Foi o primeiro que alargou os nossos horizontes, marcando o início de uma nova etapa nas nossas vidas, como músicos, mas sobretudo como pessoas. Apesar das nossas diferenças, quer geográficas quer etárias, facilmente se instalou ente nós um clima de confinça que foi fortalecendo o grupo. Centrados no nosso círculo, vivemos uns para os outros como se a orquestra fosse a nossa própria familia. Todos iguais. Para criar este ambiente, só alguém especial e único poderia incentivar a abertura das nossas mentes e corações. Pelas mãoes de Martin André redescobrimos a música, acreditamos em nós próprios, sentimos em cada nota o prazer de tocar, de sensibilizar quem nos ouve.
A relação entre os jovens instrumentistas e o maestro Martin André tornou-se tão forte que juntos chegámos à conclusão de que algo tão especial e único deveria ter continuidade. Perante tal demonstração de entusiasmo e dedicação decidimos organizar um novo estágio. Tornou-se então necessário eleger um nome para esta nova orquestra de jovens, um nome que revelasse o nosso espírito e a alegria de fazer música juntos: Mometum Perpetuum.
A escolha de uma cor como imagem da orquestra provém da ideia do maestro de, usando todos a mesma cor e símboo, apresentar uma orquestra como uma equipa coesa, uma família. A reacção do público a este sinal de afirmação colectiva foi francamente positiva e desde então a cor amarela tem identificado a orquestra. Carpe diem, literalmente «aproveita o dia», é o mote da orquestra e traduz o desejo de viver o máximo de cada dia, de cada experiência. Inspirados pelo exemplo do próprio maestro, carpe diem diz tudo sobre o espírito e a vontade de fazer música e sensibilizar aqueles que a ouvem. As palavras estão impressas nas camisolas por baixo do nome da orquestram sobre o coração.
Por iniciativa própria, reuniram-se em Aveiro, em Agosto, para uma semana de ensaios intensivos, culminada com um concertono Centro de Congressos de Aveiro. O estágio foi um sucesso, contribuindo ainda mais para a coesão e união do grupo. Após o sucesso do verão, o interesse despertado pela nova orquestra de jovens portuguesa levou ao convite da Casa da Música, a anfitriã dos ensaios e concerto do encontro de Dezembro. O concerto de Ano Novo que realizamos teve como temática "Atravessando Fronteiras" e nele foram interpretadas obras de compositores oriundos de diversos países. O concerto de 31 de Dezembro foi presenciado por mais de novecentas pessoas: uma plateia cheia, entusiasmada e sesibilizada, após duas horas de prazer em fazer e escutar música. O concerto foi ainda gravado e trasmitido pela Antena 2.
Fruto das repercussões que este projecto tem tido no estrangeiro, foi estabelecida uma colaboração com La Orquestra Infantil Juvenil Guadalajara A.C. (México), partilhando ideias e perpectivas para o futuro. O Maestro Martin André deslocou-se recentemente para o México para a realização de três concertos com a orquestra local.
